O que a produção baseada em dados tem a ver com os recordes de abate e exportação na suinocultura?

Atualizado: Jun 23


Os abates de suínos registraram recorde histórico para um primeiro trimestre, neste começo de ano, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, foram abatidas 11,88 milhões de cabeças de suínos, representando aumento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2019. Esse resultado é recorde para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. Só em Santa Catarina foram abatidas 352,09 mil cabeças a mais.

No ranking das UFs, Santa Catarina continuou liderando o abate de suínos, com 28,3% da participação nacional, seguido por Paraná (19,7%) e Rio Grande do Sul (17,4%).

Considerando as exportações, SC quebrou outro recorde: embarcou 51,7 mil toneladas do produto, faturando mais de US$ 113,6 milhões - esses são os maiores valores já registrados em um único mês desde o início da série histórica em 1997. Os resultados obtidos em maio trouxeram um aumento de 44,4% no faturamento com as exportações de carne suína em relação ao mesmo período de 2019 - quando comparado ao mês anterior, o crescimento foi de 41,5%. A preferência internacional pelo produto catarinense é resultado do investimento em saúde animal e as garantias de um alimento de qualidade.


O que a produção orientada a dados tem a ver com isso?


Ter uma malha de dados precisos e seguros ajudam na tomada de decisão e na comunicação precisa para compradores.Transparência e confiança são atributos críticos para cativar mercados já atendidos e conquistar novos. Uma das principais contribuições da suinocultura 4.0 é incrementar a capacidade de tomar decisões baseadas em dados. Em outras palavras: dados transformados em inteligência para a produção em busca de maior eficiência.

Em tempos de produção e mercados aquecidos, tais informações são fundamentais para identificar o momento ideal para intervir no manejo e na logística da produção, de modo a ter uma eficiência ainda maior, reduzir custos e aproveitar as janelas de oportunidade.

Um dos garantidores do sucesso de SC frente ao abate e exportações está justamente no monitoramento da sanidade dos animais, que aumenta a segurança da produção, garante o acesso a mercados mais exigentes e acaba sendo uma vitrine de atração para novos países. Uma aplicação prática disso está no monitoramento da tosse, que permite detectar qualquer mudança na saúde dos suínos. Alertando o time de sanidade, este acompanhamento pode ser feito em praticamente tempo real. Potenciais mudanças na saúde são detectadas mais cedo, permitindo uma abordagem focada, em poucos animais. Tudo isso deve ser comunicado claramente para o mercado, para que sejam mantidas as relações de confiança e garantias de qualidade no processo produtivo.

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Fontes: Mercoagro, Suinocultura Industrial, Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC


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