Mercado interno de suínos segue em recuperação



Não restam dúvidas que 2020 vai entrar para história como um dos anos mais conturbados de todos os tempos. O motivo todos nós já sabemos: o advento da nova cepa do Coronavírus, família microbiológica que vem causando milhares de perdas em vidas e na economia mundo afora.

Isso significa que todos os setores da economia mundial foram afetados de alguma forma, incluindo a nossa tão comentada economia rural. Assim, fica evidente que o mercado de suínos seria um nicho que também não poderia escapar dos efeitos colaterais dessa temerosa crise.

No entanto, passada toda euforia e angústia inicial, já podemos afirmar que o mercado de suínos, ao menos interno, segue em recuperação.


Preço pago ao produtor está quase equivalente ao período pré-pandemia


Somente em junho, tivemos por volta de 85 mil toneladas de carne suína in natura exportadas, assim fechamos o primeiro semestre com um crescimento em torno de 39% se compararmos esses números com o mesmo período do ano passado.

Isso se traduz, obviamente, por conta da enorme demanda que a China vem exercendo sobre o mercado brasileiro. Somente este ano, já enviamos para o país asiático mais de 225 mil toneladas de carne suína, 44 mil somente no mês de junho, e as projeções de aumento são cada vez mais otimistas. Já falamos sobre isso aqui no blog.

Além disso, considerando apenas o início de julho, até o dia 10, já batemos a marca de 41 mil toneladas de carne exportadas. Há previsões que nos apontam um número muito promissor de embarques: mais de 100 mil toneladas só neste mês!

Fica evidente o porquê de estarmos retomando os preços a patamares similares aos praticados antes da crise sanitária mundial. Esse respiro também guarda uma conexão direta com as medidas de flexibilização da quarentena e das medidas de isolamento, que possibilitaram uma retomada do food service e demais serviços de alimentação em regiões com grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo.


Preço pago pelo suíno só aumenta


Dados do Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (CEPEA) já apontam para uma recuperação dos valores pagos aos produtores. Segundo o próprio CEPEA, não foi somente o animal vivo que valorizou, mas também as carcaças e cortes suínos acompanharam um significativo aumento.

É importante lembrar que o COVID19 chegou ao Brasil pelos grandes centros urbanos e logo em seguida seguiu-se com a interiorização da doença. Desse modo, vários frigoríficos foram e ainda estão sendo afetados pelas consequências do vírus, porém apenas por conta de terem que adiar os abates por alguns dias ou semanas.

É preciso deixar claro que nenhuma espécie de exploração pecuária transmite essa doença, o fechamento e o adiamento de abates se dão pelas medidas de segurança sanitárias referentes à saúde dos funcionários e dos colaboradores que trabalham nesses mesmos frigoríficos.

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