A importância do monitoramento da sanidade respiratória na produção de suínos


Imagem extraída de Chemitec Agroveterinária.


Doenças respiratórias são uma das questões críticas que afetam a produção de suínos em todo o mundo, fazendo com que os suinocultores, cooperativas e integradoras fiquem atentos às infecções e suas consequências. Isso porque lesões pulmonares, como pleurite e pneumonia, podem causar grandes perdas no sistema produtivo. Durante o inverno, e especialmente no sul do Brasil, estes problemas tornam-se ainda mais graves.

Esses prejuízos econômicos, contudo, não são a única desvantagem. A imprevisibilidade da doença cria incertezas quanto aos resultados da produção e afeta o bem-estar dos animais, causando consequências devastadoras para a suinocultura.

No entanto, com as inovações tecnológicas, ficou cada vez mais fácil cuidar de tudo e, inclusive, monitorar a saúde dos animais da granja. Agora, o suinocultor tem grandes vantagens, como menos mão de obra empregada, maior precisão nos dados, redução nos custos dos tratamentos e outros benefícios que impactam na qualidade de seus produtos e, claro, em seus lucros.

Por isso, separamos alguns motivos para o monitoramento da sanidade respiratória ser tão importante e como ela pode ser feita. Entenda:


Por que é importante?


Uma pesquisa realizada pelo Agricultural Research Service apontou que as taxas de respiração foram incluídas como uma medida para investigar as respostas bioenergéticas dos suínos.

Dessa forma, o monitoramento é projetado para fornecer registros contínuos como base para avaliar as respostas ao estresse associadas às condições ambientais, como a associação da taxa de respiração com a temperatura ambiente, por exemplo.

Além disso, a taxa de respiração fornece uma medida visualmente observável das condições físicas do animal e serve como um parâmetro fisiológico importante. Por fim, as tosses e espirros consistem em sintomas clínicos explícitos e de fácil observação de doenças como pneumonia e rinite, por exemplo, ou de uma elevada concentração de gases no ambiente, indicando problemas na climatização da granja (facilmente resolvidos com manejo de cortinas ou ventilação).

Sendo assim, o monitoramento e o controle de doenças respiratórias são fundamentais para melhorar a eficiência da produção, uma vez que com informações sobre essas patologias e os respectivos níveis de controle, muita coisa pode ser explicada, inclusive, o desempenho do lote de suínos em termos de consumo de ração, curva de peso e ganho de peso diário.


Uso de sensores no monitoramento


Para manter a sanidade respiratória, os criadores geralmente monitoram o lote e suas doenças usando métodos perceptivos, por meio da contagem dos sinais clínicos de tosse e espirro para estimar o índice de pneumonia (IP) e o índice de rinite atrófica (IRA), por exemplo.

Entretanto, com as inovações tecnológicas, fica mais fácil monitorar tais indicadores sem a necessidade de alguém contando os eventos para identificar níveis de intervenção ou medicação. É possível monitorar continuamente a ocorrência de tosse em lotes suínos por meio da análise dos sons registrados na granja. Com esta aplicação, torna-se possível a observação contínua do estado de saúde respiratório dos animais, antecipando a identificação de doenças e, consequentemente, reduzindo a aplicação de antibióticos. Essas informações são apresentadas graficamente e os alarmes são gerados quando os limites são excedidos. A partir daí, o produtor pode determinar o nível aceitável de tosse, antes que se instale uma epidemia.

Com este monitoramento contínuo e automático, a doença respiratória pode ser identificada em um estágio inicial. A observação melhorada e mais rápida dos animais reduz o uso de antibióticos, resultando em períodos mais curtos de aplicação e em uma abordagem focada. Animais saudáveis terão melhor desempenho, levando a um crescimento mais consistente, maior peso final e consequentemente, maior lucratividade.


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