Granja 4.0 – Melhore sua eciência e produtividade com ajuda da tecnologia

Os processos produtivos mudaram com o advento da 4a Revolução Industrial e o meio rural acompanhou essas modificações. A Granja 4.0 traz as inovações tecnológicas para dentro das criações.

“Entretanto, esse processo não está apenas ligado a introdução de novos equipamentos e técnicas. Ele passa também pela forma como é vista e pensada a produção de uma granja. Engloba tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem.”

Para entendermos o conceito de Granja 4.0, primeiro precisamos entender melhor o que é a 4a Revolução Industrial. Essa nova fase de produção, também chamada de Indústria 4.0, é caracterizada pelo uso da robótica, da inteligência artificial, big data, internet das coisas, impressões 3D, nanotecnologia e biologia sintética.

A Granja 4.0 “surge” quando essas novas tecnologias são aplicadas ao processo de produção. Essas tecnologias simplificam e otimizam a produção. Além disso, permitem um maior controle sobre as condições dos animais e, consequentemente, tornam a granja mais rentável. Uma das características da Granja 4.0 é a conectividade. Toda produção pode ser acompanhada por meio de aplicativos em tempo real. Com isso, o produtor é capaz de visualizar sua criação remotamente.

Outra característica é a compilação de dados. Os equipamentos e sistemas estão todos interligados através da internet, com isso as informações sobre a produção são constantemente atualizadas. Assim, o criador consegue avaliar o desempenho da sua granja e acompanhar o seu crescimento com alguns cliques.

Vantagens da Granja 4.0

O sistema de produção que utiliza ferramentas tecnológicas tem uma série de vantagens em relação ao sistema tradicional. Algumas delas são:

Maior controle da produção

As novas tecnologias e os sistemas computacionais permitem que o produtor tenha um maior controle sobre os diferentes aspectos da produção. Por exemplo, ele pode controlar a quantidade de alimento ofertada aos animais, acompanhar o ganho de peso, desempenho e monitorar a mortalidade. Esses programas também possuem sistemas de alerta caso algum problema seja identificado com a criação. Ainda nessa linha, com o controle sobre a temperatura, umidade, concentração de gases, sanidade respiratória e ventilação, é possível manter as condições adequadas para o desenvolvimento do animal.

Redução da mão de obra

Os novos sistemas aplicados às granjas são automatizados. Isso quer dizer que as tarefas antes realizadas por seres humanos, agora são feitas por máquinas. Isso também gera uma diminuição de erros durante o manejo ou na alimentação de sistemas e planilhas, já que a interferência humana é bem menor. Além disso, a redução de mão de obra nas atividades puramente operacionais pode gerar uma diminuição nos custos da produção a longo prazo e menor nível de estresse no manejo.

As inovações estão presentes em todos os setores da produção. As novas tecnologias permitem a otimização da produção e, com isso, garante um aumento na lucratividade.

A PecSmart tem soluções tecnológicas para o monitoramento de peso e da sanidade respiratória, além de fornecer dados sobre a criação. Quer saber mais? Entre em contato conosco!

PIG (BIG) DATA: Internet dos suínos e o novo paradigma da Produção Animal

Não é novidade que o Big Data pode ser utilizado para converter informações valiosíssimas para o melhor direcionamento da tomada de decisão, resultando em redução de custo e aumento da produtividade. As novas tecnologias, como a inteligência artificial, proporcionam um melhor entendimento das necessidades, comportamentos e padrões na produção dos animais, aumentando a eficiência e a sustentabilidade.

Entretanto, conforme apresentado por um estudo da Animal Frontiers, nas últimas três décadas, os dados usados pelos agricultores têm sido limitados. A maioria das atividades são ainda básicas e focadas principalmente na gestão de tarefas agrícolas, com capacidade limitada de análise. Muitas das soluções se concentraram em dados reprodutivos de matrizes, que consistem na coleta de dados sobre cobertura, parto e desmame para gerar listas de tarefas (ex. porcas para desmamar, parir ou inseminar; verificações de gravidez; e vacinações) ou resumos sobre a produção. Na melhor das hipóteses, incluíam o impacto de algumas variáveis explicativas, como paridade ou intervalo de desmame. Na creche/terminação, os relatórios mais comuns usados são peso corporal, consumo de ração, eficiência alimentar e mortalidade por lote. A integração de dados de diferentes fontes (frigorífico, laboratório, reprodução, saúde ou uso de medicamentos) é ainda difícil e rara e, portanto, de pouco valor para gerar conhecimento para a tomada de decisões estratégicas.

O uso de dados associados à produção de grãos aumentou exponencialmente nos últimos anos. No entanto, seu uso na pecuária ainda é bastante limitado. No caso dos suínos, a coleta de dados pouco mudou nos últimos anos e a análise ainda está focada nos principais indicadores de desempenho reprodutivo, como taxa de partos, leitões nascidos totais, nascidos vivos, natimortos, múmias, intervalo de desmame e mortalidade pré-desmame. Dados ambientais, ou sobre o frigorífico, ou sobre comedouros/consumo não são usados na prática, exceto para criar alertas simples, como detecção de temperaturas fora do intervalo ou animais que não comeram.

Entre os motivos desse lento progresso estão o baixo valor agregado percebido pelos produtores, as boas margens que durante anos impediram a necessidade de melhorias com base na análise de dados, a escassez de profissionais com uma sólida formação integral em gestão de dados agrícolas e a falta de ferramentas adaptadas ao setor para facilitar o processo de extração de valor, benchmarking e monitoramento.

Além dessas questões, as empresas fabricantes de equipamentos agrícolas e softwares que geram os dados, via de regra, não facilitavam sua extração, integração e uso.

A maioria dos produtores usa algum tipo de software para tarefas básicas de gerenciamento, mas não usa os dados em todo o seu potencial. O software deve ser apenas uma parte de um sistema de informação integrado. Via de regra, esses programas falham quando relatórios mais sofisticados são necessários, incluindo análises específicas relacionadas ao padrão de mortalidade ou cálculo de dias improdutivos, por exemplo. Uma limitação importante da maioria dos softwares existentes é a incapacidade de criar novas variáveis. Essa é uma grande limitação quando novos conceitos ou problemas surgem e devem ser analisados e integrados adequadamente ao sistema de produção. A integração de dados é outro desafio, uma vez que a maioria dos softwares são projetados para a gestão de uma propriedade, limitando a fusão de dados de diferentes propriedades ou ainda sem a possibilidade de integrar APIs ou dados abertos de fontes distintas. Além disso, produtores e veterinários não são adequadamente treinados sobre como usar e maximizar seus sistemas de gerenciamento de dados.

Mas então, qual o caminho?

1. COLETA DE DADOS

Os dados são a matéria-prima do sistema e podem ser “inputados” por humanos ou robôs- sensores. Até agora, os dados consistiam apenas em números, mas o setor está se aperfeiçoando a partir do uso de imagens (detecção de padrões comportamentais, anomalias e volumetria, por exemplo, para diagnósticos de doenças e pesagem automática) e sons (bioacústica focada na dificuldade respiratória a partir dos sons da granja).

2. PROCESSAMENTO DE DADOS

O processamento de dados está relacionado à manipulação de dados, incluindo várias tarefas, como validação, classificação ou agregação, gerenciamento de outliers e dados ausentes. O objetivo é a correta configuração de bancos de dados que permitam a geração adequada de informações, superando problemas de interoperabilidade (compartilhamento de dados entre sistemas).

3. RELATÓRIOS

Produzir os tipos de relatórios necessários para a propriedade ou empresa em todos os níveis é uma tarefa crucial. Desde listas de tarefas (por exemplo, animais a serem vacinados) até a análise de regressão multivariada para definir o valor ideal para um determinado indicador chave de desempenho (por exemplo, compreender os motivos de um baixo GPD a partir do cruzamento com dados sobre sanidade, ambiência e manejo ou ainda, definição dos calendários de abate a partir de forecasts de mercado e tendências de melhores preços), cada propriedade ou empresa deve decidir as informações necessárias de cada nível de informação (funcionários da granja, veterinário, gerente técnico, diretoria ou diretor executivo), não esquecendo que os fatores podem ser técnicos, econômicos ou uma combinação dos dois.

4. DISTRIBUIÇÃO

O objetivo desta etapa é enviar as informações certas para a pessoa certa no momento certo. Esta etapa não é executada corretamente em muitos casos e é um dos principais motivos para a subutilização dos dados. Às vezes, a informação chega tarde e é inútil (ex. informações sobre pneumonia após o surto da doença ou potencial de redução de lisina na ração após elevados GPDs mantidos por longos períodos ou abate realizado acima do peso alvo com conversões prejudicadas), ou é muito complexa para a equipe da propriedade ou muito básica para veterinários ou gerentes. As preferências do usuário também devem ser consideradas e podem incluir vários tipos (arquivos eletrônicos, mensagens via whatsapp/telegram ou aplicativos da web).

5. ANÁLISE E TOMADA DE DECISÃO

As informações devem ser legíveis e compreendidas pelo destinatário, sendo que o mesmo deve ter tempo suficiente para tomar as decisões. Até o momento, o objetivo das análises eram majoritariamente explicativos, mas devido a quantidade e qualidade dos dados disponíveis, a análise preditiva está se tornando uma etapa importante. O uso de inteligência artificial, como aprendizado de máquina (capacidade do sistema em aprender e melhorar automaticamente com a experiência sem ser explicitamente programado) ou redes neurais artificiais (processamento de informações inspirado na forma como os sistemas nervosos biológicos processam informações ) está se expandindo.

A partir destas cinco etapas é possível estruturar um sistema de informações robusto para o suporte e eficiência da produção e aos padrões de qualidade exigidos. A PecSmart está na chamada da Softex-IAMCTI para aprimorar suas aplicações a partir de inteligência artificial. Curtiu? Entre em contato.

Como a música clássica está sendo usada na produção de suínos

Será que os animais também respondem aos estímulos musicais, assim como nós, seres humanos? Segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), o enriquecimento sensorial do ambiente influencia no bem-estar dos suínos, refletindo diretamente no seu comportamento e até mesmo em mudanças alimentares.

A prática consiste no uso da música clássica de forma contínua ou em momentos específicos do dia, como na alimentação. A prática vem demonstrando resultados promissores e tem se mostrado uma ótima alternativa para melhorar a saúde física e psicológica desses animais, além de ser um recurso barato e acessível.

Música clássica na produção de suínos

A prática de colocar música clássica para melhorar o comportamento dos animais e otimizar a produção de carne suína é inédita no Brasil. Na pesquisa realizada pela zootecnista Érica Harue Ito, da USP, metade dos suínos foram monitorados de hora em hora, em campo aberto, ouvindo o prelúdio de uma composição de Bach durante um mês.


A outra metade, por sua vez, continuou sob as mesmas condições ambientais, de temperatura e cuidados, apenas sem a influência da música. Na comparação entre os grupos, a música clássica apresentou uma influência na quantidade de ração consumida pelos animais. Segundo a pesquisadora da USP, durante o seu experimento, os animais que tiveram contato com a música clássica durante o período de alimentação ingeriram menos ração e, para a sua surpresa, mantiveram o mesmo ganho de peso, possivelmente por ter impactado positivamente nos fatores redutores de stress.

Alterações comportamentais

Ainda que não haja muitos estudos relacionados à musicoterapia na produção de suínos, o método apresenta algumas alterações significativas. Dentre os relatos, as observações mais comuns acerca desse processo compreendem na redução dos comportamentos agonísticos, aqueles relacionados à disputa e brigas (agressão, fuga, ataque), ao mesmo tempo em que aumentam as interações lúdicas e brincadeiras entre os suínos submetidos à música clássica.

Portanto, é possível prever que os recursos musicais podem fazer com que os animais permaneçam mais calmos, o que, de forma geral, torna o manejo mais fácil e ainda reduz as perdas de produtividade.

O que a produção baseada em dados tem a ver com os recordes de abate e exportação na suinocultura?

Os abates de suínos registraram recorde histórico para um primeiro trimestre, neste começo de ano, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, foram abatidas 11,88 milhões de cabeças de suínos, representando aumento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2019. Esse resultado é recorde para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. Só em Santa Catarina foram abatidas 352,09 mil cabeças a mais.

No ranking das UFs, Santa Catarina continuou liderando o abate de suínos, com 28,3% da participação nacional, seguido por Paraná (19,7%) e Rio Grande do Sul (17,4%).

Considerando as exportações, SC quebrou outro recorde: embarcou 51,7 mil toneladas do produto, faturando mais de US$ 113,6 milhões – esses são os maiores valores já registrados em um único mês desde o início da série histórica em 1997. Os resultados obtidos em maio trouxeram um aumento de 44,4% no faturamento com as exportações de carne suína em relação ao mesmo período de 2019 – quando comparado ao mês anterior, o crescimento foi de 41,5%. A preferência internacional pelo produto catarinense é resultado do investimento em saúde animal e as garantias de um alimento de qualidade.

O que a produção orientada a dados tem a ver com isso?

Ter uma malha de dados precisos e seguros ajudam na tomada de decisão e na comunicação precisa para compradores.Transparência e confiança são atributos críticos para cativar mercados já atendidos e conquistar novos. Uma das principais contribuições da suinocultura 4.0 é incrementar a capacidade de tomar decisões baseadas em dados. Em outras palavras: dados transformados em inteligência para a produção em busca de maior eficiência.

Em tempos de produção e mercados aquecidos, tais informações são fundamentais para identificar o momento ideal para intervir no manejo e na logística da produção, de modo a ter uma eficiência ainda maior, reduzir custos e aproveitar as janelas de oportunidade.

Um dos garantidores do sucesso de SC frente ao abate e exportações está justamente no monitoramento da sanidade dos animais, que aumenta a segurança da produção, garante o acesso a mercados mais exigentes e acaba sendo uma vitrine de atração para novos países. Uma aplicação prática disso está no monitoramento da tosse, que permite detectar qualquer mudança na saúde dos suínos. Alertando o time de sanidade, este acompanhamento pode ser feito em praticamente tempo real. Potenciais mudanças na saúde são detectadas mais cedo, permitindo uma abordagem focada, em poucos animais. Tudo isso deve ser comunicado claramente para o mercado, para que sejam mantidas as relações de confiança e garantias de qualidade no processo produtivo.

Quer saber mais? Entre em contato.
Fontes: Mercoagro, Suinocultura Industrial, Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC.

Mercado interno de suínos segue em recuperação

Não restam dúvidas que 2020 vai entrar para história como um dos anos mais conturbados de todos os tempos. O motivo todos nós já sabemos: o advento da nova cepa do Coronavírus, família microbiológica que vem causando milhares de perdas em vidas e na economia mundo afora.

Isso significa que todos os setores da economia mundial foram afetados de alguma forma, incluindo a nossa tão comentada economia rural. Assim, fica evidente que o mercado de suínos seria um nicho que também não poderia escapar dos efeitos colaterais dessa temerosa crise.

No entanto, passada toda euforia e angústia inicial, já podemos afirmar que o mercado de suínos, ao menos interno, segue em recuperação.

Preço pago ao produtor está quase equivalente ao período pré- pandemia

Somente em junho, tivemos por volta de 85 mil toneladas de carne suína in natura exportadas, assim fechamos o primeiro semestre com um crescimento em torno de 39% se compararmos esses números com o mesmo período do ano passado.

Isso se traduz, obviamente, por conta da enorme demanda que a China vem exercendo sobre o mercado brasileiro. Somente este ano, já enviamos para o país asiático mais de 225 mil toneladas de carne suína, 44 mil somente no mês de junho, e as projeções de aumento são cada vez mais otimistas. Já falamos sobre isso aqui no blog.

Além disso, considerando apenas o início de julho, até o dia 10, já batemos a marca de 41 mil toneladas de carne exportadas. Há previsões que nos apontam um número muito promissor de embarques: mais de 100 mil toneladas só neste mês!
Fica evidente o porquê de estarmos retomando os preços a patamares similares aos praticados antes da crise sanitária mundial. Esse respiro também guarda uma conexão direta com as medidas de flexibilização da quarentena e das medidas de isolamento, que possibilitaram uma retomada do food service e demais serviços de alimentação em regiões com grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Preço pago pelo suíno só aumenta

Dados do Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (CEPEA) já apontam para uma recuperação dos valores pagos aos produtores. Segundo o próprio CEPEA, não foi somente o animal vivo que valorizou, mas também as carcaças e cortes suínos acompanharam um significativo aumento.

É importante lembrar que o COVID19 chegou ao Brasil pelos grandes centros urbanos e logo em seguida seguiu-se com a interiorização da doença. Desse modo, vários frigoríficos foram e ainda estão sendo afetados pelas consequências do vírus, porém apenas por conta de terem que adiar os abates por alguns dias ou semanas.
É preciso deixar claro que nenhuma espécie de exploração pecuária transmite essa doença, o fechamento e o adiamento de abates se dão pelas medidas de segurança sanitárias referentes à saúde dos funcionários e dos colaboradores que trabalham nesses mesmos frigoríficos.
Gostou do artigo de hoje e gostaria de saber mais sobre este e diversos outros assuntos? Acompanhe nosso blog e redes sociais e acesse os demais conteúdos sobre produção animal!

Como as tecnologias podem auxiliar a produção em tempos de pandemia

A pandemia da Covid-19 está impactando todos os mercados. Entretanto, o modo como a indústria lida com essa pandemia pode ser, por incrível que pareça, benéfico se considerarmos que essa adversidade pode catalizar a aplicação de diversas inovações tecnológicas. Muitas tecnologias já aplicadas através da Produção 4.0 ganharam destaque. A cadeia já conta com opções e diversas aplicações para o monitoramento remoto e suporte de plataformas de gestão para otimizar a integração e o fluxo de dados.

Mas em tempos como esse de pandemia, como podemos utilizar a tecnologia para nos ajudar a melhorar e aumentar a produção?

A principal questão durante essa pandemia foi a manutenção do isolamento social. Entretanto, quem conhece a cadeia sabe o efeito cascata que a parada ou redução de ritmo de determinada etapa do processo produtivo pode gerar (vide greve dos Caminhoneiros!). Manter o isolamento social não significa parar a produção de alimentos, haja vista a necessidade desses produtos essenciais. A grande pergunta é: como fazer isso com segurança? A resposta não é simples, mas com as tecnologias de manejo e monitoramento dos animais, é possível evitar grande parte do contato entre os funcionários.
A tecnologia que permite Granjas 4.0 terem quase todos os processos automatizados, como climatização, alimentação, pesagem (nossa praia!) é um dos modos de manter todos em segurança e não prejudicar a produção.

Outro fator crítico está associado ao incremento nos custos de produção que, aliado ao câmbio desfavorável, agravaram ainda mais o período pandêmico. Em março, o farelo de soja chegou a registrar aumentos de 40% e o milho, 18%.

Sabe-se que os custos de produção estão diretamente associados às commodities, que apresentam alta volatilidade de preços mediantes instabilidades externas (uma vez que os mercados são dolarizados). Para reduzir dependência e mitigar os impactos desses movimentos, a otimização de processos se torna ainda mais necessária. Isso pode ser realizado com o auxílio de aplicativos, softwares e IoT (especialmente quando aplicado ao sensoriamento remoto). O uso dessas novas tecnologias ajuda não só em casos de quarentena, mas também no monitoramento contínuo do processo produtivo.

Apesar de tudo, o setor da economia menos afetado pela crise mundial de coronavírus foi o agronegócio. De todo o modo, o agro deverá enfrentar diversos desafios para a recuperação total dos efeitos gerados pela pandemia. Os principais estão relacionados ao volume de produção e ao consumo, que afetam diretamente a relação entre a oferta e a demanda dos produtos agropecuários.

Com um grande potencial produtivo, o Brasil pode ser a solução para regiões que estão sofrendo com os impactos na produção agropecuária devido à atual crise. Sendo assim, os produtores poderão enfrentar o desafio de precisar atender a altas demandas nacionais e internacionais ao mesmo tempo.

Pensando nisso, nós da PecSmart trabalhamos com inteligência na Produção Animal 4.0. Facilite o seu trabalho e melhore a sua produção com os nossos sensores e outros produtos. Para acessar o nosso site clique em PecSmart e conheça nosso trabalho.

Monitoramento de silos em produções intensivas

O Monitoramento dos silos é parte crucial do processo de produção em confinamento. A qualidade e quantidade do alimento fornecido aos animais é essencial para controlar e aumentar os níveis de produtividade na granja.
Com a Granja 4.0, a utilização da tecnologia e da Internet das Coisas, ficou muito mais simples fazer o monitoramento da produção e dos insumos envolvidos. Por exemplo, hoje existem tecnologias que permitem acompanhar os níveis dos silos de forma remota e em tempo real. Dessa forma, o produtor sabe exatamente a quantidade de produto armazenado e sua condição, sem precisar fazer uma checagem manual, subir no silo para verificar o nível, lançar dados em uma planilha ou sistema e sem utilizar mão de obra.

Tecnologia para o monitoramento de silo

O monitoramento remoto é feito por meio de sensores instalados no silo, não importando o tamanho ou o tipo de silo utilizado pelo produtor. Os sensores são configurados para medir as variáveis mais importantes, como volume, temperatura e umidade. Com alguns inputs extras (sobre formulação e composição das matérias primas utilizadas na ração, por exemplo) é possível obter o peso dos silos com a mesma precisão de uma célula de carga. As informações coletadas são armazenadas na nuvem e não ligadas a um computador específico. Isso quer dizer, que o produtor pode acessar as informações sobre os alimentos estocados de qualquer lugar do mundo. Neste sentido, basta um aparelho conectado à internet, pode ser um computador, um smartphone ou um tablet.

Vantagens do monitoramento de silo

Um dos grandes desafios da produção é a gestão correta e precisa do fornecimento de ração. Saber a quantidade de alimento dentro de cada silo e em que condições se encontra é um trabalho árduo. Com o acompanhamento remoto, através das medidas em tempo real dos níveis de umidade e temperatura, é possível prever a qualidade do alimento a ser oferecido à criação e realizar todo o planejamento a partir de dados coletados em tempo real.
Além disso, o acompanhamento do volume dentro dos silos permite que o produtor se prepare para a próxima compra de insumos . No caso de uma cooperativa ou integradora, essa é uma informação crítica para organização logística de abastecimento de produtores. Todas essas melhorias geradas pela integração da tecnologia de monitoramento de silo gera uma diminuição dos gastos e podem levar a um aumento na lucratividade na granja e de toda a cadeia.

A importância do monitoramento da sanidade respiratória na produção de suínos

Doenças respiratórias são uma das questões críticas que afetam a produção de suínos em todo o mundo, fazendo com que os suinocultores, cooperativas e integradoras fiquem atentos às infecções e suas consequências. Isso porque lesões pulmonares, como pleurite e pneumonia, podem causar grandes perdas no sistema produtivo. Durante o inverno, e especialmente no sul do Brasil, estes problemas tornam-se ainda mais graves.
Esses prejuízos econômicos, contudo, não são a única desvantagem. A imprevisibilidade da doença cria incertezas quanto aos resultados da produção e afeta o bem-estar dos animais, causando consequências devastadoras para a suinocultura.
No entanto, com as inovações tecnológicas, ficou cada vez mais fácil cuidar de tudo e, inclusive, monitorar a saúde dos animais da granja. Agora, o suinocultor tem grandes vantagens, como menos mão de obra empregada, maior precisão nos dados, redução nos

custos dos tratamentos e outros benefícios que impactam na qualidade de seus produtos e, claro, em seus lucros.
Por isso, separamos alguns motivos para o monitoramento da sanidade respiratória ser tão importante e como ela pode ser feita. Entenda:

Por que é importante?

Uma pesquisa realizada pelo Agricultural Research Service apontou que as taxas de respiração foram incluídas como uma medida para investigar as respostas bioenergéticas dos suínos.
Dessa forma, o monitoramento é projetado para fornecer registros contínuos como base para avaliar as respostas ao estresse associadas às condições ambientais, como a associação da taxa de respiração com a temperatura ambiente, por exemplo.

Além disso, a taxa de respiração fornece uma medida visualmente observável das condições físicas do animal e serve como um parâmetro fisiológico importante. Por fim, as tosses e espirros consistem em sintomas clínicos explícitos e de fácil observação de doenças como pneumonia e rinite, por exemplo, ou de uma elevada concentração de gases no ambiente, indicando problemas na climatização da granja (facilmente resolvidos com manejo de cortinas ou ventilação).

Sendo assim, o monitoramento e o controle de doenças respiratórias são fundamentais para melhorar a eficiência da produção, uma vez que com informações sobre essas patologias e os respectivos níveis de controle, muita coisa pode ser explicada, inclusive, o desempenho do lote de suínos em termos de consumo de ração, curva de peso e ganho de peso diário.

Uso de sensores no monitoramento

Para manter a sanidade respiratória, os criadores geralmente monitoram o lote e suas doenças usando métodos perceptivos, por meio da contagem dos sinais clínicos de tosse e espirro para estimar o índice de pneumonia (IP) e o índice de rinite atrófica (IRA), por exemplo.

Entretanto, com as inovações tecnológicas, fica mais fácil monitorar tais indicadores sem a necessidade de alguém contando os eventos para identificar níveis de intervenção ou medicação. É possível monitorar continuamente a ocorrência de tosse em lotes suínos por meio da análise dos sons registrados na granja. Com esta aplicação, torna-se possível a observação contínua do estado de saúde respiratório dos animais, antecipando a identificação de doenças e, consequentemente, reduzindo a aplicação de antibióticos. Essas informações são apresentadas graficamente e os alarmes são gerados quando os limites são excedidos. A partir daí, o produtor pode determinar o nível aceitável de tosse, antes que se instale uma epidemia.

Com este monitoramento contínuo e automático, a doença respiratória pode ser identificada em um estágio inicial. A observação melhorada e mais rápida dos animais reduz o uso de antibióticos, resultando em períodos mais curtos de aplicação e em uma abordagem focada. Animais saudáveis terão melhor desempenho, levando a um crescimento mais consistente, maior peso final e consequentemente, maior lucratividade.

Tudo isso 24 horas por dia, sete dias por semana, de forma 100% remota e sem que o técnico visite a propriedade ou que o produtor lance dados no sistema.

Conte com a gente

Focamos em inteligência para a produção 4.0 de suínos. Nossas tecnologias fornecem, de forma automatizada, inputs valiosos ao produtor, tanto nas granjas quanto na gestão operacional.
Fazemos isso combinando métricas zootécnicas, biometria e gerenciamento de dados, sempre focando no incremento do retorno e aumento da produtividade.

Nosso principal objetivo é tornar a produção mais inteligente a partir da gestão ágil da informação, obtida de forma automática, sem a necessidade de alimentar os sistemas ou planilhas com dados coletados manualmente. Precisa de ajuda? Entre em contato conosco.

A importância do monitoramento de peso para o controle de produção suína

O monitoramento de peso dos suínos é um fator extremamente importante para identificar as fases que este animal está e quando estará efetivamente pronto para o abate.

Para que isso seja potencializado, o uso de tecnologias para o setor é um grande aliado ao suinocultor, oferecendo chances de novos investimentos pela qualidade na produção ao longo do processo de ganho de peso.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para abordar um pouco mais da importância do monitoramento de peso entre os suínos.

Por que monitorar o peso para o controlar a produção suína?

O peso dos animais está relacionado aos principais indicadores de produtividade na suinocultura, ganho de peso diário e conversão alimentar, por exemplo, podem informar se a produção está dentro do esperado ou se eventualmente algum problema está ocorrendo durante o alojamento.

Além disso, o peso pode direcionar toda a estratégia logística, desde a fábrica de ração até o frigorífico, considerando os carregamentos para abate. Listamos alguns itens que evidenciam a importância do monitoramento de peso:

  • Beneficia o planejamento da fábrica: com o monitoramento sendo realizado, a fábrica consegue elaborar cronogramas de produção com uma maior certeza, sabendo sempre quando deverá encaminhar a ração às propriedades e pode organizar sua aquisição de insumos;
  • Aumentar a uniformidade do lote: neste caso, o “mundo ideal” estaria associado ao monitoramento desde a fase da amamentação do leitão. Sabemos que a realidade no campo é bem diferente. Em uma unidade de crescimento e terminação, por exemplo, que recebe leitões de distintos lugares, manter altos níveis de uniformidade é um grande desafio. A baixa uniformidade prejudica a logística de abate e a padronização nos frigoríficos. Carregamentos parciais podem ser uma solução nestas situações. Para isso, é necessário ter este dado no momento correto;
  • Compreender o GPD (ganho de peso diário) em tempo real e melhorar o processo de formulação de dietas e os momentos mais adequados para efetuar as trocas de ração: ao conseguir monitorar com clareza o peso do animal, o suinocultor pode ter uma melhor precisão quanto a alimentação. Ao compreender o GPD, é possível elaborar dietas alimentares para sanar eventuais deficiências energéticas com mais rapidez;
  • Racionalizar o consumo de ração: ao conseguir identificar em tempo real o peso do animal, o produtor e seus funcionários podem fazer uma gestão muito mais eficaz da ração. É possível antecipar ou retardar uma fase de troca de ração em função do desempenho do lote.

Monitoramento de peso automático, sem balanças. Sem stress.

Felizmente já é possível monitorar o ganho de peso de maneira automática. Sem balanças. Sem stress animal. Sem ter que empregar intensa mão de obra.
O monitoramento automático permite que o suinocultor acompanhe a alimentação e gerencie melhor as deficiências associadas ao ganho de peso DURANTE o alojamento, sem ter que esperar a entrega do lote para analisar seu desempenho. Com a facilidade do monitoramento de peso automático, o suinocultor ganha tempo nas suas demandas diárias de trabalho e pode investir em ações, no MOMENTO CERTO, que façam com que seu lote obtenha a produtividade esperada.

Curtiu? Conheça nosso site e saiba mais sobre as tecnologias disponíveis para o monitoramento automático de suínos. Entre em contato!

Conheça as novas tecnologias que tem inovado na suinocultura

De fato, o avanço da tecnologia já está presente há algum tempo na suinocultura. E é inegável que estas transformações estão explodindo a níveis globais e levando aos profissionais uma série de benefícios que apenas a virtualização seria capaz de trazer. Mas, afinal, quais seriam elas?

Inteligência Artificial

O reconhecimento facial de suínos pode parecer absurdo, mas já é uma realidade graças à IA. Isso porque a Inteligência Artificial usa algoritmos para imitar a tomada de decisão humana.

A ideia, inclusive, é que essa tecnologia seja atrelada a hardwares que coletam dados, como robôs, sensores e visão de máquina. Assim, os sistemas de reconhecimento.
identificam os suínos em suas baias, monitorando a ingestão de ração e água, além da movimentação e comportamento.

Robôs

Os robôs podem melhorar o bem-estar animal e a produtividade na suinocultura. Afinal, eles não se cansam e podem fazer trabalhos pesados ao longo de 24 horas por dia, 7 dias por semana. A limpeza de instalações efetuadas/auxiliadas por robôs, por exemplo, podem melhorar as condições de trabalho e tratar preocupações ambientais e sociais, como a redução de odores, a melhoria da destinação de dejetos e o bem estar dos animais, em geral.

Do ponto de vista do processamento, essa tecnologia pode melhorar também a produtividade e condições de trabalho nos frigoríficos, por meio do processamento e embalagem de carne usando Robôs e Inteligência Artificial nos cortes de carne da maneira mais eficiente possível, aumentando a lucratividade.

Impressão 3D

Embora o progresso seja um pouco mais lento que algumas das outras tecnologias, a impressão 3D oferece aos agricultores a oportunidade de imprimir partes ou peças de máquinas ou equipamentos, permitindo ao produtor economizar o tempo que seria perdido na espera pela entrega ou reparo.

Além disso, essa tecnologia pode ser particularmente benéfica nas áreas rurais. Afinal, a impressão 3D de certos alimentos, como pizza e chocolate, já é uma realidade. Já pensou em imprimir um pedido de uma pizzaria que está há milhares de km da sua casa? Pode ser um exemplo bobo, mas que traz impactos sem precedentes nas cadeias produtivas, nas dinâmicas comerciais e nos padrões de consumo.

Sensores

O sensoriamento fornece uma das peças principais do quebra-cabeça de coleta de dados, permitindo que os produtores monitorem o desempenho dos lotes, o consumo de ração, sua saúde e compreendam exatamente o que está acontecendo na produção em tempo real.

Os nossos sensores, especificamente, garantem insights para a identificação do melhor momento de intervenção no manejo e logística, redução de custos e melhoria da eficiência. Qual o melhor momento para efetuar uma troca de ração? Qual o melhor dia para efetuar o carregamento de abate? Quantos animais carregar? Quando medicar? São algumas das respostas que ajudamos a responder.

Nossos parceiros recebem dados relacionados ao peso médio, ganho de peso diário, uniformidade do lote, consumo de ração e sanidade respiratória todos disponibilizados 24 horas por dia, sete dias por semana.
Tudo de forma 100% remota, sem que o técnico visite a propriedade ou que o produtor lance dados no sistema. A tecnologia pode fazer toda a diferença na suinocultura e nós estamos aqui para provar isso! Curtiu? Entre em contato.